Arquivo de 10 de Junho de 2009

BOTA PRETA

Cacos de vidro eu trituro sem dó
Pobres baratas que ficam pra trás
Barro eu esmago, madeira faz som
Frio que não gela, graxa me refaz

Eu levo embora
Grudado na minha sola
Sujeira do chão
Pêlos do tapete
Passos me enchem de ilusão

No canto eu descanso em paz pela manhã
Já que de noite o caminho é sem fim
Até dá pena de quem me encontrar
Disposta a chutar, a chutar, a chutar

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