Arquivo de 18 de Julho de 2009

A TECNOLOGIA FORMATA, O MÚSICO FAZ, NESSA ORDEM

No princípio era a bolacha, e nela não cabia uma música superior a dois ou três minutos, e esse tempo era a régua da música gravada. Fizeram-se hits, únicos, embalados numa ideia de três minutos com começo, meio e fim.

Veio o LP, e era preciso ocupar o espaço, não só juntando singles em sequência. Muito prazer, álbum-cheio-de-conceito. A ideia passou a ter mais de meia hora e dois atos.

Ontem ou anteontem, o CD uniu lado A e lado B, e uma nova lógica surgiu, mais longa e contínua.

MP3, aqui está você. Espaço pra ideia não falta, mas quem tem tempo? Na democracia quantitativa do iPod cabe tudo. Raro é ver três ou mais coisas rápidas da mesma boca.

Com tanto a descobrir, há quem ouça só refrãos. Não demora e a ideia, com começo, meio e fim, não vai passar de 30 segundos.

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