BRINQUEDO NOVO

Umas duas semanas atrás o grande amigo Eduardo Anabela veio aqui em casa e instalou uns programinhas de gravação no meu computador.

A placa de som que capta os intrumentos é meio precária. Minha noção pra lidar com todo o processo também. Mas já tá saindo alguma coisa.

Postei duas músicas novas ali em baixo, gravadas meio que na raça. A ideia é ir colocando tudo no LAB, do site do PORTNOY, pra exercitar e ficar em forma pro próximo disco.

Gravei ainda mais três músicas. Essas três foram compostas já faz alguns meses, então nem vou escrever a letra aqui. Vão só os links:

“Eu Não Preciso de Você” - Ouça AQUI

“A Mulher Partida” (parceria com Caio, Camilo e Julia) - Ouça AQUI

“Todas as Canções” (música do Caio) - Ouça AQUI

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SEQUESTRO

Meu amor adora mentir
Coisa banal pra eu me importar
Meu amor adora mentir
Tanto que cansa

Meu amor diz sempre que sim
Faz tudo pra me agradar
Meu amor diz sempre que sim
Tanto que cansa

Amarro as cordas
Com carinho
Morro de culpa por te deixar
Em casa sozinha

Ouça AQUI

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JULIA

Julia, teu olhar me fura
Parte o meu coração
Solta as minhas loucuras
Santa nesse mundo cão

Ouça AQUI*

*Primeira que gravei tocando piano (pra dizer a verdade, martelando o bicho… qualquer hora aprendo a tocar)

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A TECNOLOGIA FORMATA, O MÚSICO FAZ, NESSA ORDEM

No princípio era a bolacha, e nela não cabia uma música superior a dois ou três minutos, e esse tempo era a régua da música gravada. Fizeram-se hits, únicos, embalados numa ideia de três minutos com começo, meio e fim.

Veio o LP, e era preciso ocupar o espaço, não só juntando singles em sequência. Muito prazer, álbum-cheio-de-conceito. A ideia passou a ter mais de meia hora e dois atos.

Ontem ou anteontem, o CD uniu lado A e lado B, e uma nova lógica surgiu, mais longa e contínua.

MP3, aqui está você. Espaço pra ideia não falta, mas quem tem tempo? Na democracia quantitativa do iPod cabe tudo. Raro é ver três ou mais coisas rápidas da mesma boca.

Com tanto a descobrir, há quem ouça só refrãos. Não demora e a ideia, com começo, meio e fim, não vai passar de 30 segundos.

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NOSSO AMOR É UMA BOMBA

No vídeo aí embaixo o Caio, do Dollar Furado (e meu irmão), canta “Nosso Amor É Uma Bomba (Quando O Mundo Ainda Não Era Dinheiro)”. O nome que ele escolheu é tão grande quanto a música que ele fez. Gravei aqui em casa, com uma camerazinha digital. Lá vai:


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TWITTER

O PORTNOY está no Twitter, pra quem quiser acompanhar a banda em 140 caracteres. Quando for se inteirar sobre as últimas do Irã ou de Honduras, aproveite e dê uma passada lá.

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PORTNOY TÁ PRENHA

Acabou o primeiro semestre de um ano muito bom pra banda. Lançamento do disco de estréia, shows bem agitados em casas bacanas e algum espaço conquistado.

Tudo isso sem muita estrutura, sem selo, contando só com empolgação, suor e tesão de fazer música. E não tem retorno melhor do que encontrar alguém que faz questão de te parar e dizer que gostou do som.

O importante também foi se dar conta de que tudo isso não tem um fim, um alvo pra acertar. É o processo que dá prazer.

No meio do barulho, o mais legal foi ter aberto o LAB, um espaço no site da banda pra mostrar músicas novas, que acabam de ser feitas, mesmo que em gravações precárias de ensaios ou na casa de amigos.

Tem umas dez músicas lá. E umas outras dez na fila pra entrar. Com esse material, acho que já da pra falar num segundo disco do PORTNOY. Algo pro meio do ano que vem, afinal, uma gestação dura nove meses.

Haja energia (e bolso) pra tocar tudo de maneira independente. Mas não tem jeito. É preciso fazer alguma coisa com esse bando de música que vai surgindo, né não?

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PORTNOYA

O Brita, grande amigo, pegou o disco do PORTNOY, bateu no liquidificador e criou uma música nova. Vai aí a PORTNOYA

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HISTÓRIA SEM FIM

A morte de Michael Jackson tá pra música pop mais ou menos como a queda do Muro de Berlim tá pra geopolítica. São fatos simbólicos que obrigam as pessoas a pensar diferente.
O político que ainda raciocina a partir da lógica binária capitalismo X comunismo não tem futuro. O mesmo vale pros que lidam com música e ainda acreditam no pop monárquico, com rei, rainha, a corte e seus milhões de discos vendidos.

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SANTO YOUTUBE

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